Município de Alenquer

União de Freguesias de Alenquer

  • Arco gótico (I)

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Travessa do Sepúlveda, Vila Alta de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Arco gótico (II)

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Travessa do Castelo, Vila Alta de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta de Pancas (II)

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Pancas

    Classificação: Valores a proteger

  • Aula do Conde Ferreira

    Descrição: Quando faleceu, em 1866, Joaquim Ferreira dos Santos, Conde de Ferreira, comerciante de grosso trato com fortuna feita no Brasil e em Angola, deixou um legado destinado a viabilizar a construção de 120 escolas em terras que fossem cabeça de concelho.

    Para operacionalizar este legado, o Governo regulamentou a forma de atribuição aos municípios das correspondentes dotações, o que foi feito pelo Decreto com força de lei de 21 de Julho de 1866, assinado por João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Mártens, então Ministro responsável pelos Negócios do Reino.

    A este Decreto respondeu a edilidade alenquerense com toda a celeridade. Assim, em 1871, já a escola de Alenquer se encontrava em construção, no Bairro da Judiaria, no local onde se havia situado a Igreja de Santo Estêvão - pela tradição mandada erigir por D. Afonso Henriques por cima da antiga mesquita - que, já ruína, fora demolida.

    No dia 21 de Novembro de 1872 foi a Escola inaugurada: «Houve regozijo geral na vila por este motivo, iluminação, etc. Entre os oradores que falaram no acto da inauguração vemos citados os senhores Luiz Soares de Nápoles, juíz de direito, presidente da Câmara Dr. Pimentel, José Pereira de Moura [o seu primeiro professor ], etc. À noite tocou junto ao edifício uma Philarmónica conhecida ainda hoje pela Música Velha - In O Alemquerense de 1 de Dezembro de 1893.

    Na 'História de Portugal' dirigida pelo Prof. José Mattoso diz-se que esta escola de Alenquer foi a primeira de quantas foram construídas um pouco por todo País, graças ao legado do Conde de Ferreira. Esta casa foi escola até aos anos 70 do século passado, quando por essa altura foi construída a nova escola da Chemina. Depois e até ao 25 de Abril, foi sede da Acção Nacional Popular, partido único que sucedeu à União Nacional salazarista. Com a Revolução de Abril, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, presidida pelo Dr. Vasques Ferreira e que tinha na Cultura o professor António Oliveira, decidiu aí instalar o Museu Hipólito Cabaço.

    Atualmente recebe o “Museu do Presépio”.

  • Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua Maria Milne e Carmo, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Cadeia Velha

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua Maria Milne e Carmo, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Capela da Igreja de São Pedro

    Descrição: Já se encontra documentada em 1239 e o seu prior, em 1758, declarou nas Respostas ser a segunda em antiguidade na vila. Antiga sede de freguesia, pertenciam-lhe, em meados do século XVIII, os lugares de Pedra de Ouro e Casal da Trombeta. Em 1850 foi anexada à de Santo Estêvão. Tem pia batismal quinhentista. Completamente arrasada com o terramoto de 1755, foi posteriormente reconstruída. Em 1941 sofreu obras para receber os restos mortais do humanista Damião de Goes, natural de Alenquer, e sua mulher, Joana de Hargen, que se encontravam na Igreja de Santa Maria da Várzea, então arruinada.

    Para esse efeito construiu-se uma capela, que se salienta do lado direito do corpo do edifício, onde se aplicaram todos os componentes que na referida igreja existiam relacionados com o cronista e sua mulher: a laje tumular, uma lápide com as armas de ambos, outra lápide com inscrição e escultura da cabeça de Goes, uma janela com pequenos colunelos, e o próprio pavimento.

    Esta capela tumular, onde também se pode admirar uma escultura do “Ecce Homo”, trazida, segundo a tradição, por aquele alenquerense para Portugal, está classificada como imóvel de interesse público desde 1946.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Igreja de São Pedro, Rua Dr. Francisco Magalhães, Vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel de Interesse PúblicoDecreto: 35 443 de 2 de janeiro de 1946

  • Capela de Santa Catarina

    Descrição: Em 1216 chegam a Portugal, Frei Zacarias e Frei Gualter com outros dois frades franciscanos enviados pelo próprio São Francisco de Assis. Ainda nesse ano D. Sancha concederá a Frei Zacarias a velha ermida de Santa Catarina, junto do rio e um pouco abaixo da vila, onde ele funda o primeiro eremitério franciscano em Portugal. Em 1219 passam por aqui cinco missionários da mesma Ordem que, caminhando desde Itália, tinham como destino pregar aos mouros o evangelho. Foram mais tarde martirizados em Marrocos.

    Já no século XVII, este espaço será transformado no oratório de Santa Catarina dos Mártires, com residência permanente de cinco frades, cujas obras de construção terminam em 1623, conforme data inscrita na fachada lateral, virada à estrada. Tem um pequeno claustro, de estilo renascentista.  Na Casa do Capítulo, outrora coberta de bons azulejos, encontra-se sepultado Salvador Ribeiro de Sousa. Natural de Guimarães, foi militar, aventureiro e comendador da Ordem de Cristo. Foi eleito Rei pelo povo de Pegú (atual Birmânia), como consta na sua lápide tumular.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Largo Gago Coutinho, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel de Interesse Público

    Decreto: 37 077 de 29 de setembro de 1948

  • Capela de Santo António

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Camarnal

    Classificação: Valores a proteger

  • Capela do Espírito Santo / Paço da Rainha Santa Isabel

    Descrição: Antes da sua edificação aqui existiriam os paços da família real. D. Isabel, a Rainha Santa, transformou-os em albergaria. Liga-se este facto ao conhecido milagre das rosas. Aqui se iniciaram as festas imperiais do Espírito Santo, que rapidamente se espalharam por todo o reino e acabaram por chegar ao Brasil, África, índia, Canadá e Estados Unidos. Entre as peças arqueológicas originárias de Alenquer que se guardam no Museu do Carmo, em Lisboa, da Associação dos Arqueólogos Portugueses, encontra-se um tijolo proveniente desta casa, “com inscrições desconhecidas”, segundo Luciano Ribeiro. Junto do “claustro” desta casa encontrou Hipólito Cabaço, em 1928, uma matriz sigilar pertencente a um tal Martim Gomes, que está hoje no Museu Municipal. Na igreja existe o jazigo da família de Francisco de Macedo, primeiro provedor desta casa (século XVI).

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Largo do Espírito Santo, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel cuja classificação se encontra em estudo

  • Casa da Torre

    Descrição: O historiador alenquerense Guilherme Henriques, na sua obra “A Vila de Alenquer” chega a admitir que a sua origem remontará à presença dos romanos neste território, dizendo que “...pode ser que fosse outrora, uma daquelas torres isoladas ou obras avançadas” com que esse povo defendia um ponto nevrálgico das suas posições ou uma passagem dum rio.

    Outra hipótese avançada é de que esta torre, pela fortaleza e envergadura da muralha «demasiado dispendiosa para ser simplesmente um muro de suporte» talvez fosse, afinal, «o começo de uma nova linha de fortificações, destinada a incluir na praça a fonte que fica próxima, entre a Torre e a igreja de S. Pedro».

    Quanto à casa, propriamente dita, o mesmo historiador dá a conhecer que «parece que já existia em 1466, e que pertencia, então, ao cavaleiro da Ordem de Cristo, Martim Telles, porque no testamento com que falece, descreveu entre os seus imóveis, na vila de Alenquer a Torre que está junta com o forno do Capitão que é no arrabalde da vila, junto às casas de João Cotrim» e «mais todos os pardieiros que estão atrás da dita Torre contra a igreja de S. Pedro do arrabalde da dita vila».

    No último quartel do séc. XVIII nela residiu Félix José Leal Arnaut, pai de D. Maria Máxima Leal da Cunha Arnaut que no oratório dessa mesma casa celebrou casamento com o Dr. Joaquim Pereira Fajardo de Azevedo, bisavô de Moisés Amilcar de Oliveira e Carmo que foi nesta vila técnico da Fábrica do Meio, importante comerciante e um dos fundadores da Sociedade Filarmónica União e Recreio Alenquerense.

    Ainda, segundo Guilherme Henriques, em 1860 residia aí o industrial Lafaurie fundador e proprietário da Fábrica do Meio. De facto este imóvel consta do seu testamento registado em livro próprio (Arquivo Histórico da Câmara de Alenquer), cabendo por herança a sua filha D. Maria Carolina Augusta Lafaurie que nela também residiu e o teria vendido a «João Marques de Sousa Ramalho irmão do Rev.mº Prior de S. Paulo, em Lisboa, que ainda a possue», isto em 1902.

    Durante este período, de 1890 a 1897, nela funcionou a Escola de Desenho Industrial Damião de Goes, uma experiência local de ensino profissional. Mais tarde, pelos anos 40 do séc. XX, foi propriedade do arqueólogo Hipólito Cabaço que também nela residiu, vendendo-a, depois, à Câmara Municipal que aí instalou o Externato Damião de Goes. Funcionou este Externato até meados dos 70, após o que o imóvel recebeu obras que o adaptaram ao funcionamento de alguns serviços camarários.

    Atualmente encontra-se em obras para receber o Museu Municipal Hipólito Cabaço.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Calçada Francisco Carmo, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Celeiro Público

    Descrição: “REAL CELLEIRO PUBLICO ERIGIDO COM A NATUREZA DE MONTE PIO EM EXECUÇÃO DA CARTA REGIA DE 26 DE JULHO DE 1811” é o que consta da lápide sobre a porta. A sua edificação, logo após as Invasões Francesas teve como fim apoiar os agricultores na recuperação das propriedades devastadas, nomeadamente através do empréstimo de sementes que seriam pagas com a colheita do ano posterior. Duas décadas e meia depois, por lei de 31 de dezembro de 1836, verá a sua vida prolongada, por pouco tempo, desta vez com o nome de Montepio Agrário. Em 28 de maio de 1889 toma posse do edifício a Junta de Freguesia de Triana para aqui instalar a escola de ensino elementar do sexo feminino e complementar da mesma freguesia. Sofre então obras de adaptação. Instalada no andar nobre, a escola funcionará durante aproximadamente oito décadas. A cave, arrendada, servirá de oficina, de garagem, de armazém.

    No final da década de 1990 sofreu um completo restauro e remodelação para receber o Museu do Vinho de Alenquer.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Largo Teófilo Braga, n.º 9 / Travessa da Fábrica / Rua do Montepio Agrário, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel cuja classificação se encontra em estudo

  • Castelo de Alenquer

    Descrição: Descrição: Fortaleza de grande valor estratégico na linha defensiva da margem direita do Tejo durante a Idade Média, o Castelo de Alenquer terá sido construído no tempo em que os muçulmanos dominavam o território. D. Afonso Henriques terá gasto dois meses na sua conquista, em 1148. A propósito deste episódio surgiu a ingénua lenda do Alão Quer. Posteriormente fortalecido, foi alvo de cercos célebres, sem êxito, o que atesta da sua robustez. Em 1199, na carta em que D. Sancho avisa alguns alcaides da vinda dos franceses, consta já o primeiro alcaide-mor de Alenquer, Gomes Mendes. O Castelo de Alenquer era, nos séculos XIV e XV, um dos 15 castelos da Estremadura e de cerca de cem, no país.

    Freguesia: UF AlenquerLocalização: Vila de Alenquer

    Período: Medieval Cristão

    Classificação: Imóvel de Interesse Público

    Decreto: 40 361 de 20 de outubro de 1955

  • Chafariz

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua Renato Leitão Lourenço, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

     

  • Convento de Santa Catarina da Carnota

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Estrada 115-3, perto do lugar de Refugidos (Cadafais)

    Classificação: Valores a proteger

  • Convento de São Francisco

    Descrição: Através da transformação e doação do seu paço real aos franciscanos, instalados desde 1216 na antiga ermida de Santa Catarina, funda, D. Sancha, em 1222, o convento real de São Francisco.

    Casa e cerca seriam, mesmo assim, de reduzidas dimensões. O crescimento da comunidade obrigará, com o tempo, ao aumento destes espaços. Em 1280, a donatária da vila D. Beatriz de Gusmão, mulher de D. Afonso III (que no seu testamento contemplara esta instituição com 50 libras), compra e doa aos frades uma terra para alargamento da cerca. A mesma rainha encarregar-se-á também da construção da igreja conventual.

    Estas obras, devido às suas frequentes ausências e depois por motivo da sua própria morte, arrastar-se-ão por largos anos. Em 1305 há notícia de terem sido começadas obras na igreja e no claustro. Estas obras só estarão concluídas cinquenta anos mais tarde, em 1355, reinado de D. Dinis, conforme as armas reais e lápides colocadas sobre o portal gótico da referida igreja.

    A par de outros conventos franciscanos, caso dos de Coimbra, Santarém, Porto e Guimarães, também neste de Alenquer houve escola de gramática, filosofia, casuística e teologia, criada no século XIV. D. João, Mestre de Avis reside neste Convento de São Francisco, entre novembro e dezembro de 1384, fazendo cerco à vila, tomada pelos castelhanos, e até à sua entrega. Entre os anos de 1433-38, D. Leonor, mulher de D. Duarte e donatária da vila, fez a este convento a esmola perpétua de uma jugada em cada ano, mercê depois confirmada por outros monarcas. D. Afonso V, também ele irmão da Ordem Terceira de São Francisco, concederá aos frades os privilégios de pescar no rio quando necessário e de cortar lenha na sua mata de Ota. Durante a Idade Média celebrar-se-ão neste convento vários capítulos provinciais da Ordem franciscana (1468, 1486). D. João II, com sua mulher, D. Leonor, encontra-se em Alenquer, no Convento de São Francisco, quando a 12 de julho de 1491 morre, na Ribeira de Santarém, seu filho, D. Afonso, príncipe herdeiro. D. Leonor, mulher de D. João II, entre os anos de 1481 e 1495, virá a libertar das fintas e encargos do concelho, o oleiro que der louça ao convento de São Francisco. A renovação do claustro e o pórtico da Casa do Capítulo são obras do reinado de D. Manuel cujas despesas correram por conta da Coroa. Continuarão a celebrar-se neste convento vários capítulos provinciais da Ordem franciscana: em 1545, 1581, 1689, 1702, 1706, 1709 e 1713.

    No ângulo noroeste do claustro existe um relógio de sol, de mármore fino de Génova, oferecido pelo alenquerense Damião de Goes, em 1557. Durante o reinado de D. Sebastião (1568-1578), e sob o patrocínio deste rei, é renovado o forro da igreja. Também D. Catarina presenteara este convento com valiosas relíquias. Aclamado em Santarém, partiu D. António, prior do Crato, para Alenquer, alojando-se no Convento de São Francisco, onde as autoridades locais o reconheceram por “verdadeiro Rei e Senhor de Portugal e seus domínios”. Aconteceu isto no dia 22 de junho de 1580. Segundo Guilherme Henriques, este episódio constava de um auto que se lavrou “no livro velho dos Acordãos da Câmara a folhas 235 que estava assinado pelo Senhor D. António e que ainda existia em 1819”. As autoridades locais, que subscreveram o referido auto, foram o juiz de fora, licenciado António Coelho de Aguiar, a câmara “em nome do povo dela”, o sargento-mor Francisco Pereira, os capitães das companhias de ordenanças.

    Foram testemunhas, os fidalgos da casa de D. António, Manuel da Silva, D. Francisco Henriques e Heitor da Silveira. Pouco tempo antes de morrer em Paris, em 26 de agosto de 1595, ordenara D. António, uma disposição que nunca chegou a ser cumprida: a sua trasladação e sepultura no “coro de S. Francisco de Alenquer e, sendo proibido, no Capítulo em sepultura rasa com o chão”. Em 1611, dia 11 de abril, conforme o epitáfio, é erigida, na capela-mor da igreja deste convento, a sepultura de Frei Zacarias e de dois irmãos. D. Luisa de Gusmão, mulher de D. João IV e donatária de Alenquer a partir de 1643, atribuirá a este convento esmolas avultadas. O terramoto de 1755 destruiu a primitiva igreja de traça gótica, o dormitório e a enfermaria, poupando apenas o claustro e algumas dependências anexas. Da igreja ficou, depois da reconstrução, pouco mais do que o pórtico ogival. Extinto pela lei de 1834, esteve alguns anos abandonado, até que a cerca veio a ser concedida ao município para servir de cemitério, a igreja passou a matriz da vila e as restantes dependências conventuais cedidas para nelas se estabelecer o hospital da Misericórdia.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Convento de São Francisco, Largo de São Francisco, vila de Alenquer

    Período: Século XIII (1222)

    Classificação: Imóvel cuja classificação se encontra em estudo

  • Convento de São Julião /Quinta de São Paulo

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Estrada 518, proximidades de Carapinha

    Classificação: Valores a proteger

  • Cruzes da Via Sacra

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Calçada de São Francisco / Rua Guilherme J. C. Henriques, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Fábrica de Lanifícios da Chemina

    Descrição: Fundada por uma sociedade em comandita, a COMPANHIA DE LANIFÍCIOS DA CHEMINA ficou a dever-se à iniciativa dos irmãos José Joaquim e Salomão dos Santos Guerra, depois gerentes do estabelecimento. Com projeto de José Juvêncio da Silva – que também projetou os Paços do Concelho - começou a edificar-se em abril de 1889, em terrenos da antiga quinta ou Casal da Chemina, de onde adotou o nome. Foi inaugurada em junho de 1890.

    Pouco tempo depois empregava 200 operários de ambos os sexos e fabricava, entre outros produtos, xales, casimiras, castorinas, cintas, barretes e cobertores. Ao contrário das fábricas suas contemporâneas, opta apenas pela força de uma máquina de vapor, quando a sua situação, junto do rio, lhe poderia proporcionar o uso do sistema hidráulico.

    Pouco tempo mais tarde a sociedade proprietária transforma-se em sociedade anónima. Boa parte do capital está nas mãos de industriais e banqueiros do Porto, como Cândido Ribeiro da Silva e Carlos José Alves. José e Salomão Guerra, para além de gerentes da fábrica, asseguravam a chefia das secções de acabamento e tecelagem. Antes da fundação da Chemina, haviam exercido idênticos lugares nas fábricas da Romeira e “do Meio”, razão porque terão deixado a sua terra de origem, Arrentela, concelho do Seixal, outro importante centro de produção de lanifícios. Meio século depois da fundação, em 1940, a FÁBRICA DE LANIFÍCIOS DA CHEMINA, S.A.R.L., continua a fabricar os mesmos produtos.

    Tem sede no Porto, na Rua Formosa, e a gerência está ainda confiada a um Guerra, Isidoro de Castro Guerra, sobrinho dos fundadores. Mas em 1948 é já outra empresa que explora o estabelecimento. Chama-se então FÁBRICA BARROS, LDA. Por pouco tempo. Entre 1949 e 1952 permanece fechada, até que se forma outra empresa que a adquire: a EMPRESA LANIFÍCIOS TEJO, LDA., que a reequipa e põe a funcionar. Em 1977 emprega 160 trabalhadores. Em 1994, à beira do fecho definitivo, ocupando apenas parte dos edifícios, emprega apenas 15 a 20 operários. Os prédios são hoje propriedade municipal. Em 2000, o edifício principal sofreu um violento incêndio.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua dos Guerras, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Fábrica Nova da Romeira

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua Francisco José Lopes, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel de Interesse Público

  • Igreja da Misericórdia de Alenquer

    Descrição: A Casa e Confraria da Misericórdia de Alenquer foram instituídas em 1527 por D. João III. Por essa altura se terá edificado a primitiva igreja, refeita e acrescentada mais tarde, em 1595, por Aires Ferreira, fidalgo da casa do Cardeal D. Henrique, conforme uma lápide nela existente. Foi restaurada depois do terramoto de 1755. Nela existem pinturas de Vieira Lusitano e Josefa de Óbidos. O prédio contíguo à igreja serviu de casa de despacho e hospital, este fundado em 1655 e renovado em 1709. Depois da saída do hospital o edifício serviu os mais variados fins: sede do Clube Alenquerense, tribunal, nos pisos superiores; farmácia e tipografia, no rés do chão Foi neste prédio que a Sociedade Dramática de Alenquer construiu o seu teatro, inaugurado em 1893, mais tarde batizado com o nome de Ana Pereira, atriz natural do concelho. A igreja é Imóvel de Interesse Público.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua Renato Leitão Lourenço, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel de Interesse Público

    Decreto: 8/93 de 24 de janeiro

     

  • Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Triana

    Descrição: Já era paróquia em 1239, então de Santa Maria de Triana, embora a tradição diga que a igreja fora mandada construir pela Rainha Santa Isabel em finais do século XIII. Sede de freguesia, pertenciam-lhe, em meados do século XVIII, os lugares de Camarnal, Torre Derribada e Monte de Loios. Anexou, antes de 1840, a paróquia da Várzea. Encerrada pouco tempo após a implantação da República, acabou por cair em ruína. Restaurada há poucos anos, encontra-se reaberta ao culto.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua Dr. Bento Pereira do Carmo, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel de Interesse Municipal

  • Igreja de Santa Maria da Várzea

    Descrição: Também conhecida por Nossa Senhora da Várzea, ou ainda por Nossa Senhora da Purificação, já era paróquia em 1203. Pertenciam-lhe, em meados do século XVIII, os lugares da Moita, Porto e parte de Pancas. Foi depois anexada à de Triana.

    O templo original foi quase totalmente reconstruído em finais do século XIX, obra que não se chegou a acabar. Data de 1561 a pia batismal desta igreja, de desenho muito simples, e que se conserva atualmente na igreja da Misericórdia. Damião de Goes foi aqui sepultado, em 1574.

    Em 2016 foi alvo de profundas obras de requalificação para receber o Museu Damião de Góis e das Vítimas da Inquisição, obra inaugurada em 2017.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Calçada Damião de Góis, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel cuja classificação se encontra em estudo

  • Janela e Porta do Claustro do Convento de São Francisco

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Convento de São Francisco, Largo de São Francisco, vila de Alenquer

    Classificação: Imóvel cuja classificação se encontra em estudo

  • Marco de Cruzamento no sítio do Alvarinho

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Alvarinho, Camarnal

    Classificação: Imóvel de Interesse Público

    Decreto: 32 973 de 18 de agosto de 1943

  • Marco de Légua no sítio do Casal do Canha

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Casal do Canha

    Classificação: Imóvel de Interesse Público

    Decreto: 32 973 de 18 de agosto de 1943

  • Moinho da Cabreira (Ruínas)

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Alto da Cabreira

    Classificação: Valores a proteger

  • Moinho do Carmo (Ruínas)

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Paredes, Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Moinho da Forca (Ruínas)

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Cabeço da Forca

    Classificação: Valores a proteger

  • Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição

    Descrição: Este mosteiro foi fundado em meados do século XVI por João Gomes de Carvalho, fidalgo da Casa de D. João III e camareiro do infante D. Henrique, natural de Alenquer e residente em Lisboa. Por contrato celebrado em Lisboa, em 28 de março de 1553, o fundador, que edificou e dotou o convento, reservava para si e seus descendentes, entre outras disposições, o padroado e a capela-mor. Em 29 de junho de 1571, no âmbito do processo de Damião de Goes na Inquisição, depõe na igreja deste convento Briolanja de Macedo.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Travessa da Cerca / Rua da Barroca, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Paços do Concelho de Alenquer

    Descrição: Com projeto de José Juvêncio da Silva, começaram os novos Paços do Concelho a construir-se em 7 de Março de 1887, sendo inaugurados em 2 de Janeiro de 1890. De inspiração neoclássica, têm semelhanças óbvias com o palácio municipal de Lisboa construído quase 30 anos antes.

    O frontão triangular sobre a fachada principal, tem esculpidas, ao centro, as armas de Alenquer (versão da época) em cuja base se inscreve a data «1887», ladeadas por figuras alegóricas representando a Agricultura, o Comércio, a Indústria e o Progresso, trabalho do escultor João Machado. No interior existem interessantes trabalhos de estuque, em particular na sala nobre.

    Na atual Praça Luís de Camões, outrora a «Praça da Vila», onde se encontra o jardim, datado de 1894, existiu, até 1856, o pelourinho.

    • Átrio: Espaçoso, com teto de gesso ornamentado e pavimento de motivos geométricos, com mosaicos cinzentos, negros e brancos, ostenta duas lápides, colocadas em 1955, homenageando os alenquerenses mortos na I Grande Guerra (1914-1918), em África (províncias de Angola e Moçambique) e em França.
    • Sala Nobre das Sessões – “Salão Nobre”: Decorado ao gosto clássico, está ricamente ornamentado com madeiras e estuque. O teto é profusamente ornamentado com motivos florais e medalhões com temas alegóricos: a Arte, a Agricultura, o Comércio e a Indústria, que envolvem numa bela moldura, as armas velhas do Município. Dignos de menção, modelados em gesso, os bustos de Damião de Góis, Pêro de Alenquer, Camões e D. Manuel I, ilustres personagens ligadas pela vida ou pela obra à vila de Alenquer, uma grande tapeçaria com as armas concelhias e outros elementos decorativos expostos.
    • Sala Dr. Teófilo Carvalho dos Santos: Originalmente sala de audiências do Tribunal da Comarca é hoje a sala das reuniões e sessões da Câmara e Assembleia Municipais. Concebido como um elegante espaço cénico, desenvolve-se em dois planos: o mais elevado é suportado por colunas metálicas e rematado por uma elegante balaustrada que se debruça sobre o plano inferior. À volta, as paredes são decoradas com «fingidos» em estuque, que imitam silhares de mármore polícromos. O teto tem um relevo em gesso com o escudo nacional, ao qual foi amputada a coroa que o encimava, logo após a implantação da República.
    • Cúpula ou Zimbório: Estrutura metálica totalmente envidraçada, ajuda a iluminar a escadaria principal. Em seu torno corre uma varanda de onde se alcança uma interessante panorâmica da vila e de alguns dos seus principais edifícios: Castelo, conventos de São Francisco e de Nossa Senhora da Conceição, Casa da Torre, Igreja e Arcada do Espírito Santo, Fábrica da Chemina.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Praça Luís de Camões

    Classificação: Valores a proteger

  • Padrão da Ponte do Espírito Santo

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Parque Vaz Monteiro, vila de Alenquer

    Classificação: Interesse Municipal

  • Parque Vaz Monteiro - Coleção Heráldica

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Largo do Espírito Santo, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Portal Manuelino do Convento de São Francisco

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Claustro do Convento de São Francisco, Largo de São Francisco, vila de Alenquer

    Classificação: Monumento Nacional

    Decreto: 16 de junho de 1910

  • Quinta das Sete Pedras

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta das Varandas

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Paredes, Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta de Pancas (I)

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Pancas

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta de São Clemente

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Paredes, Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta do Brandão

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Paredes, Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta do Bravo

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Pedrogão, Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

     

  • Recolhimento de Nossa Senhora da Redonda

    Descrição: Fundado talvez pela infanta D. Sancha, extinguiu-se em 1219, com a fundação do Mosteiro de Celas em Coimbra e a transferência para ele das emparedadas de Alenquer. Em meados do século XVIII existia, no mesmo local, uma pequena ermida da mesma invocação, única em Portugal, e que se encontrava em bom estado. Tinha apenas um altar com a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, e um ermitão encarregado de a guardar. A sua festa era no primeiro domingo depois da Páscoa, dia do seu orago.

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Sítio da Redonda, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Torre da Couraça

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Largo Dr. Teófilo Braga / Calçada Damião de Góis, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Palácio dos Lobos

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Rua de Triana, vila de Alenquer

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta da Bemposta

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Bemposta

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta de Santo António

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Estrada 522

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta do Barreiro

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Caminho do Pedregal ou Boavista

    Classificação: Valores a proteger

  • Quinta do Porto

    Freguesia: UF Alenquer

    Localização: Porto da Luz

    Classificação: Valores a proteger

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