Município de Alenquer

Turismo Arqueológico

 

 

"Vestígios da chamada cultura material de um povo. A cultura e a história representam o "unicum" duma, e uma só, área geográfica, tornando-se nas componentes que mais podem diferenciar um destino turístico. O património proporciona a possibilidade de poder ‘contar histórias’ acerca dum território e da sua gente”. Carandini e Harris 

  • Castelo de Alenquer - Porta da Conceição

    Fortaleza de grande valor estratégico na linha defensiva da margem direita do Tejo durante a Idade Média, terá sido construído no tempo em que os muçulmanos dominavam o território.

    Em 1148 D. Afonso Henriques terá gasto dois meses na sua conquista, a propósito da qual surgiu a ingénua lenda do Alão Quer. Posteriormente fortalecido, foi alvo de cercos célebres, sem êxito, o que atesta a sua robustez. A Porta de Nossa Senhora da Conceição, vulgarmente Porta da Conceição, foi uma das duas portas principais da muralha da vila.

    Reconstituída em 1940, pela Direção Geral dos Monumentos Nacionais, como os panos de muralha que a ladeiam, é hoje o espaço mais preservado de todo o antigo complexo defensivo, que o tempo foi fazendo desmoronar. Estação localizada e explorada por Hipólito Cabaço em 1932, tendo recolhido algum espólio como cerâmica, marfins e metais das épocas fernandina e pré-fernandina.

     

  • Castro de Pedra D'Ouro

    A nascente, restos de um duplo sistema de defesa, retangular com a entrada a poente, vestígios dos alicerces talvez de uma torre virada a norte e um monumento funerário, um «Tholos», com a entrada virada a nascente.

    Estação localizada e explorada por Hipólito Cabaço em 1934, que recolheu abundante espólio, constituído por diversos objetos entre os quais pontas de seta, de lança, a folha de um punhal, serras e facas de sílex, machados de pedra polida, furadores, alfinetes e botões em osso, agulhas e machados achatados de cobre, placas de barro algumas desenhadas, cerâmica fragmentada, contas, restos de fauna e sementes, entre outros. Presume-se que estes achados possam datar dos períodos calcolítico, bronze e ferro.

    Grande parte deste espólio encontra-se hoje no Museu Municipal Hipólito Cabaço.

  • Adro da Igreja de Cadafais

    Nesta freguesia, situada no limite mais a sul do concelho, foram encontrados, em 1855, na parede da igreja, junto à velha torre, dois grandes cipos romanos de sepultura, ambos de forma prismática quadrangular, que hoje se conservam no adro, a par de outros elementos coevos e que, segundo as inscrições epigráficas, pertencem às sepulturas de Terêncio Permício, dedicada por sua mãe Júlia Festina, e outra de Marciano Fabrício, filho de Caio Marciano, dedicada por Severina Florila.

    As dimensões de ambos os monumentos funerários levam a crer tratarem-se de cidadãos já de algum prestígio. Próximas, encontram-se aquelas que se crê tratarem-se das respetivas bases ou remates. A par destas, existem ainda um belo capitel de mármore e duas pedras de um pórtico manuelino.

  • Calçada - Carnota / Castro da Curvaceira - Amaral / Castro de Ota

    CALÇADA - CARNOTA

    Situada entre a Quinta do Álamo e o lugar da Pipa, ainda que não se encontre definido o período a que pertence, mas julgando-se poder pertencer ao período romano ou medieval, trata-se de um valor a proteger.

    CASTRO DA CURVACEIRA - AMARAL

    Estação localizada por Hipólito Cabaço, cerca de 1940, datando o espólio ali recolhido dos períodos do bronze e do ferro, tornou-se um dos locais arqueológicos de maior relevo no âmbito do estudo da presença fenícia no Estuário do Tejo, aquando da descoberta, anunciada por arqueólogos, em 2015, de um objeto de inspiração fenícia, semelhante a um alfinete de dama, com cerca de 2700 anos. Foram também aqui encontrados vestígios das épocas romana e medieval, fragmentos cerâmicos da idade do bronze e material da idade do ferro (séculos VII e VI a.C.).

    CASTRO DE OTA

    Estação localizada por Hipólito Cabaço em 1932, situa-se no alto de uma ravina na margem direita da ribeira de Ota, próximo do lugar conhecido por Olhos de Água. Datando dos períodos neolítico, bronze, ferro e romano, o Castro de Ota apresenta-se com duas muralhas e uma entrada no extremo sul, tendo sido encontrados no seu interior vestígios de cabanas de planta circular e retangular. Do espólio recolhido constam machados polidos, pontas de seta, peças de cerâmica com e sem decoração, objetos de cobre, bronze e ferro, moedas romanas e muçulmanas entre outros, encontrando-se a sua maioria no Museu Municipal Hipólito Cabaço.

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