Município de Alenquer

Monumentos

 

 

A consciência e defesa deste património histórico e artístico coletivo, refletido nos vestígios de um passado comum, aliadas à salvaguarda da qualidade contemporânea são sinais de uma coresponsabilização das diferentes gerações na projeção de uma sociedade preparada para a coesão e continuidade do património histórico humano.

  • Convento de S. Francisco - Claustros

    Primeiro convento franciscano fundado em Portugal, por D. Sancha, filha de D. Sancho I, no sítio onde existia o seu paço, em 1222, sendo seu superior o Frade Zacarias.

    D. Beatriz de Gusmão, mulher de D. Afonso III, mandou construir-lhe nova igreja, concluída em 1355, talvez porque a primitiva fosse demasiado pequena, à qual se acede por um pórtico ogival encimado pelas armas de D. Dinis. No reinado de D. Manuel renovou-se o claustro e lavrou-se o pórtico da casa do capítulo (este está classificado como Monumento Nacional desde 1910). No reinado de D. Manuel renovou-se o claustro e lavrou-se o pórtico da casa do capítulo (este está classificado como Monumento Nacional desde 1910).

    O Convento de S. Francisco, de Alenquer, foi sempre venerado e protegido pela Coroa, como Convento de posse real. Em 1580 D. António, prior do Crato, depois de aclamado em Santarém, foi aqui reconhecido como rei de Portugal. Com os terramotos de 1531, 1755 e o último de 1969, o Convento sofreu danos difíceis de reparar. A partir de 1975, foi projetado fazer-se obras de reconstrução e reparação das áreas danificadas, dando-se por concluídas em 1986, abrindo o templo ao culto em Outubro desse ano.

  • Marco da Mala Posta - Carregado

    Nó central de eixos viários, desde os primórdios, cruzamento da Estrada Real Lisboa - Caldas da Rainha e Lisboa – Santarém, bem como polo fluvial importante através do rio Tejo, desde Lisboa às Portas de Ródão, o Carregado foi reconhecido pela primeira carreira regular da Mala-Posta em Portugal, como o lugar da mais importante estação de apoio aos serviços regulares desta carreira entre Lisboa e Caldas da Rainha, que funcionou até 1864.

    Como prova disso encontramos hoje à esquerda da estrada que segue do Carregado para Santarém, próximo do Casal Pinheiro, um marco de cruzamento da Mala-Posta, datado de 1788, destinado a assinalar um dos pontos do trajeto Santarém-Caldas da Rainha. Em 1850 foi iniciada a construção da Estrada Real que ligava Lisboa a Caldas da Rainha, passando pelo Carregado, Alenquer e Ota, por onde seguiam passageiros e correio em diligências de 6 lugares, de primeira e segunda classe, puxadas por 4 cavalos. À época, o valor da passagem por viajante mais bagagem (33 arráteis de bagagem, cerca de 15Kg) era de 45 reis por quilómetro em primeira classe e 30 reis por quilómetro em segunda classe.

  • Pelourinho - Aldeia Galega da Merceana

    Ainda que tenha sido atribuído o primeiro foral à atual Aldeia Galega da Merceana, então denominada Montes de Alenquer, por D. Dinis, em 1305, o pelourinho manuelino deve datar de época próxima do foral novo, 1513.

    O monumento composto por uma coluna decorada com elementos vegetais (cachos de uvas, folhas de videira) e da fauna local da época (cabeças de javalis e de touro), ergue-se diante do edifício medieval da Casa da Rainha ou Paço de D. Leonor, atual extensão da União da Freguesias de Aldeia Gavinha e Aldeia Galega da Merceana, onde segundo a tradição pernoitava a rainha D. Leonor, esposa de D. João II, nas suas viagens entre Lisboa e Caldas da Rainha.

    É rematado superiormente por um capitel decorado com temas florais e desenhos emblemáticos inspirados na heráldica do antigo concelho (Aldeia Galega foi sede de concelho entre 1305 e 1855, data em que se extinguiu e foi integrado no de Alenquer). Foi alvo de alguns restauros em 1936, designadamente a substituição de algumas cantarias, incluindo os degraus originais.

  • Casa da Rainha

    A “Casa da Rainha”, que a tradição local aponta como o sítio onde os visitantes reais se acolhiam nas suas passagens por estas terras, é hoje um conjunto arquitetónico bastante pitoresco.

    De destacar uma escadaria com alpendre, uma porta ogival e a data 1738. Na parede há um cachorro de pedra saliente com uma bela cabeça quinhentista. Parte deste imóvel, que foi recuperado e restaurado, pertence à atual extensão da União de Freguesias de Aldeia Gavinha e Aldeia Galega.

  • Padrão da Ponte do Espírito Santo

    Elemento patrimonial comemorativo, outrora situado junto ao rio, ao lado da respetiva Ponte do Espírito Santo, já substituída, originalmente mandada construir no reinado de D. Sebastião, que unia a vila ligando o Largo do Espírito Santo ao Largo Palmira Bastos.

    Não apresentando a mesma antiguidade da Capela e Antiga Albergaria do Espírito Santo, este Padrão mantém estreita relação com este monumento, também eles marcos importantes da vila de Alenquer.

    Apresenta-se com uma composição heráldica em três ordens sobrepostas: Escudo com as armas do Reino; Pano de muralha com portal acompanhado nos flancos por duas torres; Um cão passante (alão volvido para a esquerda).

  • Fonte Gótica

    Um dos exemplos de bons trechos de arquitetura civil existentes em Aldeia Gavinha, a fonte de arcada ogival ou de “mergulho”, hoje praticamente perdida a utilidade pública para a qual seguramente foi construída numa antiguidade remota, encontra-se no Largo da Fonte ainda em bom estado de conservação.

  • Monumento Alusivo à Presença da Família Franciscana em Alenquer

    Assinala os 800 anos da chegada dos Franciscanos a Portugal.

    Acontecimento histórico, marcante no concelho de Alenquer, dado tratar-se possivelmente do primeiro local do território português a ser escolhido pelos seguidores de Francisco de Assis para se instalarem.

    Marco importante da vila de Alenquer foi inaugurado na presença da Família Franciscana Portuguesa, que se reuniu em Alenquer no Capítulo da Esteiras, no dia 25 de abril de 2016.

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